“Todos os nossos descontentamentos acerca daquilo que queremos me pareceram surgir de nossa falta de gratidão por aquilo que temos.”
— Daniel Defoe
Vivemos cercadas por desejos. Desejos de mais tempo, mais reconhecimento, mais dinheiro, mais silêncio, mais beleza, mais controle. O mundo moderno nos educou a desejar constantemente — e a nos sentir incompletas enquanto não alcançamos aquilo que ainda falta.
Mas e se parte significativa do nosso cansaço interior não viesse daquilo que não temos, e sim da incapacidade de habitar com gratidão aquilo que já está em nossas mãos?
Este é um convite à reflexão — e à prática — para a matriarca que sente que deseja demais, espera demais, cobra demais… e descansa de menos.
O desejo que inquieta
Desejar não é um problema em si. O desejo pode ser motor, chama, impulso criativo. O problema surge quando o desejo se torna um estado permanente de insatisfação.
Quando tudo o que temos perde rapidamente o sabor porque estamos sempre com os olhos no próximo degrau.
A casa nunca está boa o suficiente. O corpo nunca está pronto o suficiente. O trabalho nunca alcança o ideal imaginado. A vida, assim, passa a ser vivida como um eterno “ainda não”.
Esse tipo de desejo inquieto não amplia a alma — ele a contrai.
A falta de gratidão como ruído interior
Daniel Defoe toca num ponto delicado: nossos descontentamentos nascem, muitas vezes, da falta de gratidão.
Não se trata de uma gratidão performática, otimista à força, que ignora dificuldades reais. Trata-se de uma gratidão atenta, silenciosa, quase contemplativa.
A ausência dessa gratidão cria um ruído interior constante. Nada basta. Nada permanece. Nada repousa.
E uma matriarca sem repouso interior governa a própria vida a partir da carência — não da abundância.
A gratidão como gesto de governo interior
No Guia da Matriarca, falamos frequentemente de governo: da casa, do tempo, da energia, da atenção.
A gratidão é um dos gestos mais profundos de governo interior.
Ser grata é reconhecer:
- o que sustenta sua vida hoje
- o que já foi construído
- o que funciona, mesmo que não seja perfeito
Gratidão não paralisa o crescimento. Ela organiza o ponto de partida.
Uma mulher que sabe onde está e o que tem deseja com mais clareza — e sofre menos no caminho.
Prática da matriarca: educar o olhar
A gratidão é uma prática do olhar.
Aqui está um exercício simples, mas transformador:
Ao final do dia, responda silenciosamente:
- O que hoje me sustentou sem que eu percebesse?
- O que funcionou, mesmo em meio ao caos?
- O que recebi — e não conquistei?
Você pode registrar essas respostas em um caderno dedicado.
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Com o tempo, esse exercício educa o olhar para a realidade, não para a fantasia do “quando tudo estiver resolvido”.
Gratidão não é conformismo
É importante dizer: gratidão não é resignação passiva.
A matriarca grata não deixa de desejar melhorias, justiça, crescimento. Ela apenas não entrega sua paz como refém do futuro.
Ela age a partir do que tem, e não do ressentimento pelo que falta.
Esse é um tipo de força silenciosa — profundamente feminina.
O desejo que nasce do chão firme
Quando a gratidão se estabelece, algo muda:
- o desejo se torna mais realista
- as comparações perdem força
- o presente deixa de ser um obstáculo e passa a ser um aliado
Desejar, então, deixa de ser fuga e passa a ser continuidade.
A mulher grata não abandona o agora para viver no depois.
Ela constrói o depois a partir do agora.
Para guardar no coração
Talvez a pergunta não seja:
“Por que ainda não tenho o que desejo?”
Mas sim:
“O que, naquilo que já tenho, ainda não aprendi a agradecer?”
Essa pergunta, quando acolhida com honestidade, não culpa — liberta.
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✨ Nota da Matriarca
Gratidão não é um sentimento ocasional. É uma postura. Uma forma de estar no mundo com os pés no chão e o coração em ordem.
E quando o coração está em ordem, o desejo deixa de ser um peso — e passa a ser caminho.




